|
Página inicial >> Produção Acadêmica >> Mesa Redonda PRODUÇÃO ACADÊMICA
Mesa Redonda
por: Angely Pinheiro .
![]() Convidados ilustres e de origem nobre como dom Bertrand de Orleans e Bragança, descendente de Dom João VI, prestigiaram os 200 anos da chegada da Família Real Portuguesa ao Brasil, em uma mesa redonda, promovida pelo Núcleo de Estudos Jurídicos do IESB no dia 3 de junho. A diretora do IESB, Eda Machado, presidiu os debates dos quais participaram o desembargador federal e professor de História do Direito da UnB, Carlos Fernandes Mathias, o embaixador de Portugal, Francisco Seixas da Costa, e o príncipe dom Bertrand de Orleans e Bragança. O desembargador Carlos Mathias divertiu a todos ao discorrer sobre o desenvolvimento histórico do Brasil a partir da chegada da Família Real e os benefícios que surgiram ao longo do tempo, como a primeira Faculdade de Cirurgia e Medicina da Bahia, em Salvador, em 22 de janeiro de 1808. Esta faculdade foi o registro da primeira de uma série incansável de ações institucionais de D. João VI no Brasil. Outro fato importante foi a criação, no mesmo ano, da Casa de Suplicação do Brasil, que foi o marco inaugural da Justiça Brasileira. O Brasil foi a única glória que Portugal tinha naquela época. A frase do embaixador de Portugal marcou seu ponto de vista sobre a situação política e econômica daquele país à época do império, e destacou como correta a estratégia de transferência da corte real para o Brasil, tendo em vista o ambiente de guerra promovida pelo reinado de Napoleão. Quanto ao relacionamento entre Brasil e Portugal, o embaixador foi enfático: Atualmente é tão amistoso que quase não se torna necessária a atuação de suas embaixadas. O esperado discurso de dom Bertrand foi anunciado pelo mediador, professor de História do Direito do IESB, Ibsen Noronha. O grande discurso do nobre brasileiro foi firme e comedidamente entusiasmado. Mostrou delicadeza ao retrucar toda a memória folclórica e cômica a que nos remetemos ao lembrar as atuações da família de D. João VI e realçou todos os benefícios institucionais que o Rei promoveu no Brasil. Uma série infindável de criações de institutos nacionais foram estabelecidos ao longo do governo real, e uma das primeiras decisões foi a criação do governo brasileiro, em 1808, com três ministérios. Bem diferente do quadro atual, com 37 ministérios. O auge do discurso de dom Bertrand foi quando ele destacou a paixão que D. João VI tinha pelo Brasil e seu povo. Afirmou que o rei, se quisesse manter submissa a nação brasileira ao seu império, não teria promovido a chefes de exército os brasileiros natos. Ao deixar o Brasil, o rei recomendou ao seu filho, D. Pedro I, a fim de manter o seu legado, empossar sua coroa antes que outro o fizesse. Fato curioso dom Bertrand presenciou no Chile, onde ouviu de oficiais do exército chileno: Gostaríamos de ter sido descobertos por D. João VI, assim não teríamos as dimensões continentais de hoje. Segundo ele, a unidade política, econômica, territorial e institucional foi a grande e valiosa herança que D. João VI deixou ao Brasil. OUTRAS MATÉRIAS
Rede Globo em parceria com IESB
[10.06.08 / Laís Bermudez, Priscilla Flôres e Sebastiane Lima] Eventos em comemoração aos 10 anos [10.06.08 / Laís Bermudez, Priscilla Flôres e Sebastiane Lima] Crédito Universitário [10.06.08 / Laís Bermudez, Priscilla Flôres e Sebastiane Lima] Rei da Derivada [10.06.08 / Angely Pinheiro] RP atua em programas de responsabilidade social [27.04.08 / Jose Nalvo Júnior] IESB participa do 40º Festival do Cinema Brasileiro de Brasília [28.11.07 / Fernanda Solon] RPs e jornalistas atuam em assessorias de imprensa [28.11.07 / José Nalvo Júnior] Professor do IESB lança livro Política de Comunicação [14.11.07 / Breno Silva] Ensino de RP está se expandindo no Brasil [14.11.07 / Elisa Riulena] Globalização e atividade RP [14.11.07 / José Nalvo Júnior] |
|