Cultura e Lazer





Paola Comin
 
Grupo se apresenta no lançamento do projeto

O Entorno que transborda

Projeto registra crenças, arte, cultura e saberes das comunidades do Entorno

Poliana Soares

 

Durante um ano, professores e alunos universitários visitaram cidades do Entorno de Brasília para registrar as manifestações culturais das comunidades, como receitas de comidas típicas, festas e costumes dos moradores. O resultado do Projeto Patrimônio Imperial da RIDE (Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal) foi lançado no dia 22 de março, na Fnac Brasília. Foram feitos documentários sobre as expressões culturais imateriais, um catálogo com 37 expressões culturais, um livro com artigos dos pesquisadores e uma exposição de fotografias sobre as manifestações catalogadas nos municípios de Corumbá de Goiás, Santo Antônio do Descoberto, Luziânia, Formosa e Buritis, em Minas Gerais.

A pesquisa contou com a participação de cinco professores e alunos da UnB, Católica e IESB. Cada professor era responsável por uma cidade. As pesquisas realizadas nos municípios buscavam entender as crenças, arte, cultura e saberes, o que os moradores criam e vivenciam. Com o apoio da população, o grupo participou de festas e manifestações, em busca de costumes, vestimentas e comidas típicas de cada cidade. “Ter a oportunidade de conhecer uma cultura nova e depois mostrar àessa população é muito satisfatório”, diz a professora de Antropologia da Católica, Rosa Virginia.

No lançamento do projeto, moradores apresentaram sua cultura, em músicas, danças e roupas. Elbidia Pires, 59 anos, sempre morou em Formosa. “Estou muito feliz de poder mostrar um pouco da minha cidade para outras pessoas conhecerem”, conta.

Joaquim do Santos, 59 anos, mora em Buritis desde os 3 anos de idade. É festeiro por natureza. “Na minha cidade é festa o ano todo”, diz.

O professor do IESB Rogério Gimenes ficou responsável pela cidade de Santo Antônio do Descoberto. A festa do Santo Padroeiro da cidade dura 13 dias e acontece tanto na roça quanto na cidade. “Eu consegui registrar muita comida típica, música e alegria, mas o melhor é convívio com essas pessoas humildes e acolhedoras”, explica.

publicado em 24/03/2006