Gustavo Abath: Do IESB ao Banco Mundial nos Estados Unidos

Foram as ações do ex-aluno do curso de Relações Internacionais do Centro Universitário IESB, Gustavo Abath, que o levou a trabalhar no Banco Mundial em Washington, Estados Unidos. Desde 2013 no país, Gustavo se tornou Especialista em Gestão de Projetos pela Georgetown University, e Mestre em Desenvolvimento Internacional pela American University. No Banco Mundial, participa das operações na América Latina nos temas de agricultura e mudanças climáticas.

Para ele, o IESB criou um espaço para que pudesse gerar um novo projeto juntamente com outros alunos: a Simulação de Negociações Internacionais (SINEI). “Dois anos depois de me formar, meus anos como membro da comissão diretiva da SINEI, me ajudariam a atingir os anos de experiência profissional exigidos , para ser contratado como funcionário efetivo do Banco Mundial em Washington DC”, relembra o ex-aluno. Ainda hoje, os novos alunos do curso continuam a executar o projeto. “Em suma, o fato de ser ativo e sempre me envolver com atividades propostas pelo IESB, me deram as habilidades necessárias para ser não somente um bom profissional, mas um profissional versátil e com alto poder de adaptação a novas tarefas e desafios”, explica Gustavo.

O ex-aluno admite que não foi fácil atingir suas expectativas na carreira. Depois de se formar no IESB, se preparou para a carreira diplomática por dois anos. Foi quando uma oportunidade no Banco Mundial em Brasília surgiu em 2012 e o que era para ser uma experiência de três meses, se tornou nove. Aprovado para uma vaga como funcionário efetivo do Banco em Washington, há quatro anos e meio trabalha no Departamento de Agricultura para América Latina.

Mas Gustavo explica que a especialização é essencial para ser um destaque no mercado de trabalho. Em uma área competitiva, ele relembra que o que mais o impressionou quando começou a trabalhar no Banco Mundial foram os currículos acadêmicos dos seus colegas. “Diante de todo o grupo envolvido, a pessoa com menos experiência acadêmica era um rapaz de 29 anos, à época, que tinha dois mestrados. Este episódio me marcou profundamente, pois percebi o quanto teria que evoluir e aprender para me tornar mais competitivo no mercado local”, ressalta Gustavo.

Ainda, para quem deseja trabalhar no exterior, ele orienta que é fundamental o conhecimento fluente em outras línguas. Em seu caso, o espanhol foi um diferencial em sua carreira. E hoje em seu trabalho prioriza a contratação de profissionais que tenham a fluência na língua espanhola. “Em vários painéis de entrevista que participei no decorrer dos meus anos no Banco, já desconsideramos vários candidatos excelentes, somente por conta da falta de fluência/proficiência em espanhol”, conta Gustavo.

Para os alunos que desejam trabalhar no exterior, o ex-aluno dá dicas valiosas de como é importante começar os planos desde o início da faculdade. Assim, ele recomenda que o aluno seja ativo com atividades extra curriculares, encontre projetos que se identifique e invista boa parte do tempo neles. “Quando você menos esperar, a experiência adquirida nestes projetos muitas vezes pode fazer a diferença entre um sim e um não em uma oferta de trabalho”, orienta o ex-aluno. Ainda, ressalta que é muito importante investir nos idiomas. “Para o mercado externo saber inglês não te destacará no mercado, pois já é esperado que você tenha domínio neste idioma”, explica. Por isso ressalta novamente a importância da língua espanhola.

Gustavo é um exemplo de como o IESB impulsionou sua carreira. Hoje, vivendo nos Estados Unidos, construiu sua trajetória profissional a partir dos conhecimentos adquiridos por meio dos projetos e experiências no IESB. “Meus professores e coordenador de Relações Internacionais tiveram participação crucial neste processo ao me prepararem para os diversos desafios que poderiam surgir no mercado de trabalho e acadêmico”, conclui o ex-aluno.

Por Laura Maria


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