Observatório de Direitos Humanos do IESB doam material didático a refugiados

No dia 24 de junho, o Observatório de Direitos Humanos do curso de Relações Internacionais do Centro Universitário IESB encerrou as atividades do semestre com a doação de material didático aos refugiados que participam do projeto de aulas de português pelos alunos da instituição. A ação aconteceu na Unidade de Riacho Fundo I e contou com a presença dos parceiros do projeto: IMDH (Instituto de Migrações e Direitos Humanos), representado pela diretora Irmã Rosita Milesi; Cruz Vermelha, a Embaixada da Austrália, além do diretor Centro de Ensino Fundamental 2 Riacho Fundo I, Sílvio Romero, responsável pelo empréstimo das salas para as aulas de português aos refugiados que acontecem aos sábados entre 15 e 17 horas.

A equipe da juventude da Cruz Vermelha, representada pela líder Monique Cancelli, prestou atendimento de saúde básica e da organização da festa junina para as crianças. A Embaixada da Austrália deu o apoio financeiro para a compra de material escolar para os alunos.

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A assistente de pesquisa e ex-aluna de Relações Internacionais do IESB, Viviane Franco, foi a responsável pela entrega do material escolar aos participantes do projeto. O kit continha mochila, dicionário, caderno, caneta e garrafa de água. Foram atendidos no evento 22 refugiados, 8 crianças e 3 imigrantes legais que são alunos da unidade de Paranoá-CEDEP.

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“A presença dos meus alunos, os professores-voluntários são muito importantes, porque  o Observatório de Direitos Humanos foi desenvolvido com o intuito que os alunos-voluntários do curso de Relações Internacionais ministrem aulas de português, sendo idioma preponderante e conector de toda a população brasileira, é um importante elemento de unidade, mas para os imigrantes legais e refugiados  significa, muitas vezes, uma barreira”, destaca a professora coordenadora do projeto, Francisca Gallardo. Ela ainda explica que a dificuldade de aprender o português pode gerar entraves para a inserção no mercado de trabalho e até mesmo estigma para a convivência. “Some-se a isto, a existência no âmbito nacional, a Lei de Diretrizes e Bases de Educação estabelece que educar em Direitos Humanos é fomentar uma prática educativa inspirada nos princípios de liberdade e nos ideias de solidariedade humana com a finalidade do pleno desenvolvimento do educandos para o exercício da cidadania”, conclui a professora.

No segundo semestre as aulas de português nas unidades de Riacho Fundo I e Paranoá começam no sábado, 5 de agosto.

Por Laura Maria


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