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Diversos computadores são descartados diariamente no Brasil. Isso acontece devido ao ritmo acelerado da tecnologia de equipamentes eletrônicos. Em pouco tempo, esse tipo de material se transforma em sucata eletrônica, ou seja, é decartado diretamente no lixo.
Para solucionar este problema, o Comitê para Democratização da Informática do Distrito Federal e Entorno, CDI, apresenta a proposta de colocar a informática ao alcance das populações de baixa renda do DF e entorno. O objetivo é promover a inclusão social, por meio da capacitação para o mercado de trabalho.
De acordo com a coordenadora de projetos sociais, Andrea Portugal, todo computador doado ao CDI é reaproveitado. "Computadores que não satisfazem os consumidores podem ser doados e aproveitados de uma forma bacana. Por exemplo, com um computador doado, chegamos a formar 12 pessoas, em forma de aulas e cursos", afirma.
Qualquer pessoa pode ser voluntário e educador. Segundo a coordenadora, os interessados são avaliados em critérios como participação em grupo, facilidade no ensino, e paciência. "Os cursos são destinados para a familiarização das novas tecnologias pelas crianças e adolescentes de baixa renda e pessoas que as vezes nunca tiveram um contato com tecnologia", avalia.
O interesse em ser voluntário despertou cedo em Alexandre Tavares, 20 anos. Há cerca de dois anos o estudante
conheceu o CDI e hoje é educador da instituição. "Com a disposição e ajuda dos voluntários, as crianças vão atingir a idade adulta com conhecimentos essenciais de cidadão", ressalta.
Atualmente o Comitê, uma organização não governamental, está presente em 20 regiões do país, 9 países do mundo e conta com apoio de 37 parceiros para desenvolver suas ações. O CDI foi criado no Rio de Janeiro, em 1995 e se instalou na capital federal há dez anos. Interessados em participar do movimento ou fazer doações podem acessar o site www.cdi-df.org.br ou pelo telefone (61) 3322-7233.
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