Tecnologia é essencial para novos modelos de ensino

A tecnologia pode ser uma grande aliada da educação. Porém, não adianta somente trocar o quadro-negro por um projetor com dezenas de slides monótonos. É preciso mudar também a metodologia de ensino, já que as aulas expositivas, tradicionais, não são a melhor opção para manter a concentração e interesse dos estudantes.

O modelo considerado mais eficiente para o ensino é chamado de metodologia ativa. Nele, o estudante é colocado como o protagonista no processo de aprendizado, e não o professor. Acredita-se que os métodos ativos de aprendizado melhoram a retenção do conhecimento por parte dos estudantes, uma vez que exigem um esforço consciente.

Uma das metodologias mais usadas hoje em dia é a sala de aula invertida. Ela beneficia-se das mídias digitais, já que elas facilitam o acesso ao conteúdo em qualquer lugar. Na sala de aula invertida, os estudantes estudam o material em casa com videoaulas, textos e outros recursos digitais. Dentro de sala, sob a orientação do professor, eles realizam projetos, resolvem exercícios e conhecem estudos de caso. É como se o dever de casa fosse feito em sala e a aula em casa.

“A metodologia ativa é considerada como algo moderno, mas é aplicada na área de administração há algum tempo. A pós-graduação é baseada nesse método”, disse Thiago Nascimento, professor e coordenador do mestrado em Gestão Estratégica de Organizações do Centro Universitário IESB. Segundo o professor, as tecnologias e novas mídias são essenciais para a melhoria do ensino, e as inovações trazem uma gama cada vez maior de possibilidades para as escolas e universidades, mesmo dentro da sala de aula.

No IESB, o mestrado em Gestão Estratégica de Organizações conta com uma sala interativa com capacidade para até 20 alunos. São cinco módulos de imagem e som com acesso a softwares de estatística e de gerenciamento. Além disso, as mesas e cadeiras são móveis e permitem diversas configurações, favorecendo o trabalho em grupo.

“O professor e os alunos podem trabalhar de forma integrada, como todos acessando o mesmo conteúdo ou de maneira específica para cada grupo, conforme a atividade realizada”, conta Thiago. “O professor também não precisa ficar em um lugar fixo da sala, mas pode controlar todos os aparelhos por um tablet ou smartphone. A sala é usada durante as aulas, na condução dos grupos de pesquisa e também para realizar qualificações e defesas por videoconferência com professores de todo o mundo”, continua.

Esse modelo de sala de aula está crescendo agora no Brasil e encaixa-se nas metodologias ativas. Sua configuração facilita a realização de projetos, resolução de problemas, trabalho em equipe e estudos de caso – todos esses métodos são considerados ativos.

“Nesse sentido, o IESB garante o alinhamento da teoria à prática, identificando problemas do mundo real e identificando qual o melhor quatro teórico-conceitual para explicar esses fenômenos. As hipóteses são testadas com métodos rigorosos, os dados são submetidos a técnicas estatísticas e isso tudo pode ser discutido no ambiente tecnológico da sala interativa. As conclusões geram, finalmente, conhecimentos que podem ser aplicados de volta no mundo real”, diz o professor Thiago.



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