Revista Contrastes revela cortes na educação no DF

Publicado em 26 de novembro de 2018

Nesta segunda edição, a publicação traz matérias sobre educação, orçamento público e desigualdades sociais no Distrito Federal e no País.

Alunos do 7º semestre de Jornalismo do IESB lançaram em junho a Revista Contrastes. Nesta segunda edição, a publicação traz matérias sobre educação, orçamento público e desigualdades sociais no Distrito Federal (DF) e no País.  A revista foi lançada em novembro e já alcançou no Facebook quase 20 mil pessoas. 

De acordo com o professor da disciplina Laboratório de Jornalismo II – responsável pela iniciativa –, Daniel Oliveira, a publicação traz dados inéditos que garantem o sucesso da revista: como, por exemplo, o corte de 46% nos gastos na educação de ensino fundamental no DF. 

A publicação também revela casos concretos em que, muitas vezes, o Estado prioriza o pagamento de privilégios de altos funcionários públicos e coloca o ensino e a pesquisa em segundo plano. “Por exemplo, o auxílio-paletó de um juiz custa a nós, contribuintes, R$ 3,3 mil por mês. Enquanto uma bolsa de doutorado, voltada à pesquisa científica, é de apenas R$ 2,3 mil mensais. É uma nítida inversão de prioridades. E por meio da LAI – Lei de Acesso à Informação os alunos investigam, descobrem e tornam pública estas realidades”.  

Segundo o professor, a publicação tem como proposta desnaturalizar as desigualdades sociais – tanto nacionais como também regionais e locais. “Não podemos nos acostumar com os contrastes sociais que marcam a identidade brasileira. Podemos identificar facilmente quando o próprio Estado beneficia exageradamente alguns e não prioriza quem mais precisa. E a imprensa tradicional, infelizmente, se acostumou a não comparar tantas disparidades  –  que seriam estranhas em qualquer república desenvolvida no mundo”, explica.

De acordo com o docente, quando não se prioriza crianças e adolescentes a situação é ainda mais grave. Daniel lembra que o artigo 227 da CF/88 deixa claro que meninos e meninas devem ser prioridade absoluta em todas as políticas públicas – e que é papel da imprensa monitorar o cumprimento, a omissão e as violações de direitos. “Os alunos são capacitados e sensibilizados a cumprirem este papel utilizando recursos multimídia com o objetivo de humanizar os números”, completa.

A Contrastes foi lançada em caráter experimental e simula uma revista multimídia real. A equipe, composta 100% por alunos, é pautada, redigida e editada pelos estudantes com a supervisão dos professores Daniel Oliveira e Carlos Henrique. Antes de iniciarem a apuração das matérias, os docentes oferecem treinamento em produção multimídia, jornalismo de dados e novas mídias: Estratégias de SEO, Medium, Instagram, Twitter e Facebook. Acesse a segunda edição da Contrastes: http://www.revistacontrastes.com.br.

Mais notícias