Egressa, psicóloga e empresária: Kamille Brault é dona de franquia de Psicologia em Brasília

Publicado em 23 de abril de 2020

Conheça a história de superação e empenho da ex-aluna de Psicologia do Centro Universitário IESB, Kamille Brault

A psicóloga Kamille Lopes Brault, 39 anos, egressa do Centro Universitário IESB, é dona da franquia da startup Eurekka, em Brasília. Uma empresa que une psicologia e tecnologia para alcançar quem precisa de atendimento psicológico. Formada na primeira metade de 2019, a ex-aluna alia os conhecimentos da graduação à criatividade e comanda uma equipe de psicólogos que realiza atendimentos virtuais para pacientes do Brasil e do mundo.

Kamille conta que a escolha pela psicologia aconteceu muito antes, aos 22 anos, quando já cursava psicologia no Brasil. Entretanto, problemas familiares fizeram com que ela se mudasse para a Espanha, o que resultou na pausa do curso. Lá, conseguiu dar continuidade à graduação na Universidade de Oviedo, cidade no norte da Espanha, no principado de Astúrias. Chegou até o último semestre, mas questões financeiras e pessoais a impediram, novamente, de concluir o sonho. Voltando ao Brasil, ela conheceu o Iesb e decidiu encarar a graduação novamente. Dessa vez, com sucesso.

Uma ideia inovadora

Enquanto ainda morava na Espanha, Kamille encontrou outro desafio: como poderia fazer terapia em espanhol com um profissional do país de forma natural? O ideal seria encontrar uma psicóloga brasileira. O que ela não chegou a pensar no momento é que as terapeutas brasileiras estão em qualquer lugar do mundo, a apenas um clique de distância. Então, já formada e aproveitando as redes sociais e o poder da internet, ela percebeu a possibilidade de unir pessoas que estão em lugares diferentes e que desejam o mesmo: atendimento psicológico confortável e de qualidade.

Montando o consultório da empresa para realizar encontros presenciais na cidade, a psicóloga revela que o grande diferencial são os atendimentos online, feitos por vídeo chamada. Para ela, a experiência virtual não é um bicho de sete cabeças. Como morou longe das pessoas que gosta por muito tempo, o grande objetivo era sempre estar mais próxima – e essa possibilidade veio com a internet. A familiaridade que a profissional tem com o mundo virtual é, sem dúvidas, um ponto-chave para realizar trabalhos virtualmente.

De acordo com Kamille Brault, se reinventar é essencial. Não adianta se limitar à um consultório presencial “porque as pessoas que estão necessitadas podem ser as que não estão na mesma cidade que você. Quando você abre, abrange, começa a inovar, você vai abrir possibilidades não só pra você, você vai abrir possibilidades de ajuda pro outro também”. Com esse pensamento, a psicóloga usa as mídias para chegar até aqueles que precisam de ajuda, independente de onde estejam.

Isolamento social e psicologia

Em período de quarentena e distanciamento social, a Psicologia exerce importante função no cuidado da população. Profissionais de todo o mundo estão se unido à tecnologia para se conectar com quem precisa, valorizando a saúde mental pública. Nesse ponto, a equipe da franquia que a terapeuta faz parte demonstra excelente desenvoltura, já que é uma atividade que trabalhavam com naturalidade antes da pandemia.

E para quem se preocupa, fica aqui o recado: a terapia virtual pode acontecer nos lugares mais inusitados possíveis – desde que você tenha um aparelho com acesso à internet, tudo é possível. Independente da idade ou do lugar no mundo em que esteja, o desejo de Kamille é tornar a psicologia acessível. Hoje atendendendo pacientes do Brasil, Japão, Alemanha, Irlanda, Canadá e sempre disponível para novos países, ela conta que “a experiência é fantástica”.

A teoria e prática juntas: uma experiência de sucesso

Perguntada sobre o diferencial da experiência educacional no Centro Universitário IESB, Kamille revela que sentir na vida real o que estudava na teoria foi, sem dúvida, fundamental para se tornar uma profissional capacitada. “Eu não teria me preparado se eu não tivesse lidado com as dificuldades da prática”, conta. Aprendendo com os atendimentos presenciais e vendo na rua as necessidades reais de cada pessoa, ela foi capaz de se envolver com algo criativo e diferente que, hoje, é um sucesso.

Por Vitórian Tito

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