Publicado em 19 de julho de 2019


Júlia Mendes, egressa do curso de Relações Internacionais do Centro Universitário IESB foi além, terminou a graduação e resolveu ganhar o mundo. Usou de toda prática e teoria que aprendeu durante os quatro anos na Instituição, e aplicou nas vivências e novos estudos.
Nascida no interior do Rio de Janeiro, em Nova Friburgo, aos 18 anos se mudou para a capital do Rio para ir atrás da realização do sonho da graduação. A ideia sempre foi fazer Relações Internacionais, assim, tentou vestibular na federal.
Nem sempre os sonhos acontecem em uma linha do tempo perfeita. O curso número um ficou para depois e Júlia cursou Letras Português-Japonês na UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro). Terminou, ganhou uma bolsa de estudos para passar dois meses no Japão e, quando voltou, em março de 2008, mudou-se para Brasília.
Foi então que resolveu procurar uma instituição para cursar o tão desejado curso de Relações Internacionais. “Escolhi o IESB, pois me pareceu ter o melhor custo-benefício em termos de oferta de aulas e recursos aos alunos”, ressalta.
A egressa foi além de suas expectativas e se tornou a aluna destaque do curso, sempre engajada e comprometida. Foi premiada pelo IESB com a Láurea quando se formou.
“Eu me identificava com a área de REL pela multidisciplinariedade que ela engloba. Aprende-se de tudo e ao analisar os contextos a partir de um conhecimento de um tempo, espaço e relações entre agentes específicas, que é um conhecimento que serve para todos os níveis da vida”, relata.
Mesmo tendo alguma experiência no exterior, isso não era o suficiente para Júlia, que percebeu que mesmo trabalhando por alguns anos em assessorias internacionais e tendo um nível de inglês avançado para a média brasileira, precisara de mais experiência no fora do país para se consolidar como internacionalista.
A egressa investiu todas as economias que poupou desde a época de estagiária em Brasília, em fevereiro de 2009, até a saída como Assessora-Chefe Substituta da Assessoria Internacional do Conselho Administrativo de Defesa Econômica-CADE e, então, em 2015, começou um mestrado acadêmico na Universidade de Birmingham, em Desenvolvimento Internacional (International Development). Se formou com distinção e ótimas notas.
Após o mestrado, Júlia não parou por aí, em setembro de 2016 foi para Lisboa, Portugal, fazer um estágio profissional na Autoridade da Concorrência Portuguesa, onde ficou até junho de 2017. Ao terminar o estágio, a egressa foi aceita para iniciar o doutorado.
Em outubro de 2018, começou a trabalhar no Research Office da Faculdade de economia da Universidade Nova de Lisboa. Júlia acionou uma mudança estratégica no seuplano profissional e achou melhor trancar o doutorado e se dedicar ao trabalho, onde as possibilidades de capacitação nas áreas de administração pública e privada, econômica e financeira é maior. “Penso que, como não pretendo mais voltar ao Brasil, estas áreas complementarão melhor o meu background para ampliar a minha inserção profissional no mercado de trabalho português. Hoje sou contratada pela Universidade e faço a total gestão administrativa de três programas doutorais da Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa”, completa.
Segundo a egressa, o trabalho exige organização, disciplina e uma capacidade analítica que desenvolve desde a época da escola. Conta também, que o IESB ajudou muito a melhorar a capacidade analisar e avaliar as variáveis que influenciam um determinado contexto. Júlia também pontua que a inclusão de componentes de debates do curso de REL desenvolveram suas capacidades de comunicação. “Inclusive defendendo pontos de vista que eu não concordava em cenários internacionais. Isso me ajudou a ver o outro lado da moeda antes de emitir julgamento de valores, e acho que hoje sou uma pessoa melhor também por isso”, conclui.
Isabelly Lima