Publicado em 12 de novembro de 2018


Viajar é uma delícia, mas exige certa preparação. No caso das viagens internacionais, além da documentação em dia, é importante ficar atento às vacinas.
A imunização é essencial porque preserva não somente a saúde de quem está curtindo as férias, mas de toda a população das cidades de partida e de destino. Os aviões são uma das principais formas de transmissão de epidemias entre países, levando doenças como a H1N1 para cantos diferentes do globo.
“Estamos tendo alguns casos de sarampo, por exemplo, vindos da Venezuela”, disse Alexandre Alberto Freire, coordenador do curso de Enfermagem do Centro Universitário IESB. O sarampo foi considerado, em 2016, como uma doença erradica no país pela Organização Mundial da Saúde. “Por isso é importante ter cuidado na hora de viajar, tanto para o brasileiro não levar doenças para outros lugares quanto para não trazer na volta para o país”, continua o professor.
Grande parte dos destinos internacionais exige algumas vacinas para permitir a entrada. A imunização contra a febre amarela, por exemplo, é obrigatória em dezenas de países, como a Colômbia, destino dos apaixonados por praias paradisíacas. As exigências, porém, variam de país para país e de acordo com o cenário epidemiológico. Recentemente o Brasil registrou casos de febre amarela e alguns países da Europa exigiram a vacinação. É preciso pesquisar antes de cada viagem. Entre algumas das vacinas pedidas estão a da poliomielite, tétano, malária e difteria.
Além das obrigatórias, é importante saber se seu local de destino está passando por uma epidemia de alguma doença e se existem vacinas recomendadas, para sua própria segurança.
“Antes de viajar, é importante ir até o Ambulatório do viajante, no HRAN. O atendimento é público e eles tiram dúvidas e fornecem as vacinas necessárias”, conta Alexandre. “Algumas são especiais e não entram no calendário brasileiro, mas o ambulatório fornece. O ideal é que o viajante veja isso com pelo menos um mês de antecedência da viagem, já que as vacinas levam tempo para gerar a imunização. Não adianta nada você toma-la na véspera, porque não vai ter efeito”, conclui.
Por Re9 Comunicação