Pesquisa de mestrado no IESB analisa diferenciais competitivos das empresas de arqueologia preventiva no Brasil

Publicado em 24 de junho de 2026

Por: Raissa Neves – estagiária de jornalismo

Janderson Rubens Tameirão, de 47 anos, é mestre em Gestão de Estratégia de Organizações pelo IESB. Hoje, atua no campo empresarial, em empresas voltadas à gestão do patrimônio cultural no Brasil e em Moçambique. De acordo com ele, a busca do mestrado foi uma forma de aprofundar seus conhecimentos teóricos e práticos, além de ampliar a visão estratégica e fortalecer competências profissionais, como liderar equipes, projetos e organizações, tanto no setor privado quanto no setor público. O objetivo é contribuir diretamente para uma atuação mais qualificada nas empresas em que está envolvido.

A pesquisa teve como propósito analisar os diferenciais competitivos das empresas de arqueologia preventiva no Brasil. O primeiro objetivo específico foi verificar o investimento em capital humano, especialmente por meio de treinamentos, capacitações e pós-graduações das equipes. O segundo foi levantar a importância do relacionamento institucional com o órgão responsável pela gestão do patrimônio cultural.

Mesmo com a baixa presença de investimentos em novas tecnologias e em inteligência artificial nesse ramo, o resultado abre espaço para novas reflexões e oportunidades de inovação no campo das empresas do setor, mapeando a distribuição dos projetos no território brasileiro.

Durante os estudos, a disciplina de Gestão Estratégica e Vantagens Competitivas, ministrada pelo professor Paulo Borges no IESB, propôs uma análise completa de uma empresa a partir da Visão Baseada em Recursos, conhecida como RBV. “Esse exercício foi muito importante para mim, porque mostrou, na prática, como os recursos internos de uma organização podem ser fundamentais para a construção de vantagens competitivas.”, afirma.

A pesquisa cumpriu um papel importante nas duas áreas: no campo científico, contribuiu para a aplicação da Visão Baseada em Recursos em um segmento empresarial ainda pouco estudado; no campo prático, desenvolveu o protótipo de um framework – estrutura de conjunto de diretrizes predefinidas que serve como base para desenvolver projetos, baseado no modelo VRIO, que considera Valor, Raridade, Imitabilidade e Organização. Esse protótipo foi pensado como uma ferramenta simples e acessível, que pode ser utilizada tanto no ambiente acadêmico quanto no profissional, para análises dentro das empresas.

Segundo ele, o mestrado tem impactado de forma muito positiva na vida profissional. “Os conhecimentos adquiridos, especialmente nas áreas de vantagens competitivas e Visão Baseada em Recursos, têm sido aplicados diretamente no planejamento estratégico do grupo empresarial em que atuo”, observa.

A expectativa é publicar o trabalho em breve, juntamente com o professor Paulo Borges, seu orientador. Jaderson destaca: “Essa formação trouxe uma nova forma de olhar para os nossos negócios. Hoje, conseguimos valorizar melhor nossos recursos internos, aprimorar nossa geração de valor e fortalecer nossos diferenciais estratégicos. Isso tem contribuído para uma atuação mais consciente, planejada e competitiva”.

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