Publicado em 21 de outubro de 2026


O professor e coordenador do curso Design Gráfico do IESB, Marco Aurélio Lobo Junior, teve aprovado a publicação do artigo Teoria da Mudança do Núcleo de Inovação, Sustentabilidade e Design ao Think Plastic Brazil no 16º Congresso Brasileiro de Pesquisa e Desenvolvimento em Design (P&D Design 2026), realizado em Recife, um dos mais importantes eventos científicos da área de Design no Brasil.
O ponto de partida nasceu da atuação do professor Marco na coordenação do Global Green Design, Núcleo do Instituto Nacional do Plástico, que possui um projeto de promoção internacional das empresas de transformados plásticos brasileiras, o Think Plastic Brazil. O Núcleo promove o design como estratégica para a inovação, a sustentabilidade e a competitividade da indústria brasileira.
Ao acompanhar as ações do programa, o professor percebeu a necessidade de compreender como o design poderia ser incorporado pelas empresas de forma estratégica, e não apenas como recurso estético ou de comunicação.
De acordo com ele, a pesquisa nasceu dessa aproximação entre prática profissional e reflexão acadêmica. “Procurei investigar como ações de promoção, educação, capacitação e suporte poderiam contribuir para mudanças graduais na cultura de inovação do setor. Para isso, utilizei a Teoria da Mudança, que permite relacionar iniciativas realizadas, resultados intermediários e impactos esperados no longo prazo”, explica.
A principal reflexão é a incorporação do design como a inovação ocorre progressivamente: exige repertório, aprendizagem, experimentação e continuidade. O estudo organiza a atuação do Global Green Design em três mecanismos integrados – promoção; educação e capacitação; suporte e governança. As evidências apontam avanços intermediários em visibilidade e legitimidade do design, aprendizagem metodológica, articulação de redes e criação de instrumentos de continuidade.
De acordo com a pesquisa, o design pode orientar decisões estratégicas desde a definição dos problemas até o desenvolvimento de produtos, processos e serviços. Na indústria, isso se traduz em diferenciação competitiva, melhoria de processos e maior capacidade de inovar. Na sustentabilidade, o design contribui para pensar durabilidade, uso responsável de materiais, circularidade e ciclo de vida dos produtos. No setor de transformados plásticos, a sustentabilidade não é uma característica automática do material, mas um conjunto de decisões e responsabilidades.
O próximo passo da pesquisa é acompanhar indicadores de participação, aprendizagem, desenvolvimento de capacidades, cooperação e uso de instrumentos de propriedade industrial, observando como esses resultados intermediários podem se converter, ao longo do tempo, em mudanças no posicionamento e na competitividade das empresas.
Segundo o professor, a análise da pesquisa vai até 2030, justamente porque impactos estruturais exigem continuidade e acompanhamento prolongado. “Também pretendo ampliar o diálogo com universidades, pesquisadores e instituições nacionais e internacionais. Como coordenador do curso de Design Gráfico do IESB, valorizo especialmente a possibilidade de levar essas experiências ao ambiente acadêmico, aproximando ensino, pesquisa e prática profissional” finaliza.